Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

O Calvário

Calvário (em aramaico Gólgota) é o nome dado à colina que na época de Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém onde Jesus foi crucificado. Calvaria em latim, Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos) em grego, Gûlgaltâ em transliteração do aramaico. O termo significa “caveira”, referindo-se a uma colina que contém uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.

 

 

 

"E carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o assim chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota."

                                                              - Evangelho de S. João (19:1/)

 

 

 

 

       O Calvário é sem dúvida um local sagrado e de grande importância na vida dos cristãos, pois foi lá que Jesus Cristo foi crucificado oferecendo a vida por todos nós. Assim sendo, faz todo o sentido que a Parada, terra de grande carisma religioso, tenha uma réplica desse tão importante lugar. É aqui que a via sacra culmina, e é aqui que os cristãos têm paragem obrigatória nem que seja por um breve momento, para uma breve reflexão.
   

 

Por outro lado, quem apenas se interesse por um lado histórico da bíblia, bem como pela paisagística dos locais, também no Calvário poderá satisfazer os seus desejos. Situado num ponto alto da Parada, o Calvário permite vislumbrar todas as terras adjacentes que se vão adensando no horizonte. Contudo, nem só de vistas largas vive o Homem, mas também de belos fins de tarde, acompanhados de um pôr-do-sol de cortar a respiração. À medida que a noite vai chegando, a tonalidade azul do céu vai-se esbatendo num cor-de-rosa fogo que encerra o dia. Segue-se a transição de cores do sol, do dourado vivo para o vermelho vibrante, que anuncia mais um dia de calor intenso. É Verão!

 

 

publicado por paradadocoa às 23:30


 

 

 

Nossa Senhora da Boa Viagem

 

 

Quem entra na Parada pela estrada principal, de certo não fica indiferente à imponência da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que sulcada na pedra, abençoa os visitantes desta humilde terra.

 

A sua história é agora revelada...

O culto

Os portugueses, grandes descobridores dos oceanos, em sua devoção à Virgem, não poderiam deixar de invocá-la nas suas frequentes e arriscadas viagens. Assim, deram-lhe o nome de "Nossa Senhora da Boa Viagem" desde tempos imemoriais, por forma a que ela intercedesse nas suas tão tormentosas viagens por mares nunca dantes navegados.

Como o culto da virgem se propaga tão rápido quanto a fé, a primeira igreja erigida em terras lusitanas em honra de "Nossa Senhora da Boa Viagem" deu-se no ano de 1618, ficando situada perto de Lisboa.

 

No Brasil, o culto a Nossa Senhora da Boa Viagem passou primeiramente pela Bahia, onde foi construída uma pequena igreja junto à praia. Em Pernambuco, por volta de 1707, o Padre Leandro Carmelo construiu uma capela, também ela junto à praia tendo providenciado a confecção de uma imagem da Mãe de Deus para que esta pudesse figurar no altar-mor.

 

Curiosidade: À volta da igreja construída no Brasil em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem surgiu o famoso bairro da Boa Viagem, ponto turístico da capital pernambucana.
 

 

 

Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem

 

Como todos nós, em algum momento da nossa vida, pedimos intercessão junto dos santos aos quais confiamos as nossas preces, deixo agora a oração que diz respeito Àquela que não só nos protege em viagem, como também está sempre a velar por nós.



" Virgem Santíssima, Senhora da Boa Viagem, esperança infalível dos filhos da Santa Igreja, sois guia e eficaz auxílio dos que transpõe a vida por entre perigos do corpo e da alma.

Refugiando-nos sob o vosso olhar materno, empreendemos nossas Viagens, certos do êxito que obtivestes quando Vos encaminhastes para visitar vossa prima Santa Isabel.

Em ascensão crescente na prática de todas as virtudes transcorreu a vossa vida, até ao ditoso momento de subirdes gloriosa para os céus; nós Vos suplicamos pois, ó Mãe querida: velai por nós, indignos filhos vossos, alcançando-nos a graça de seguir os vossos passos, assistidos por Jesus e José, na peregrinação desta vida e na hora derradeira de nossa partida para a eternidade."

Amém
                 


                          - Dom Antônio dos Santos Cabral, Primeiro arcebispo de Belo Horizonte (MG)

 

 

publicado por paradadocoa às 22:11

Quarta-feira, 05 de Agosto de 2009

 

 

A Parada não pode parar de ser actualizada, pelo que, a pedido de muitas famílias vou continuar a postar e fá-lo-ei mais assiduamente, a fim de que, esta terra possa ser reconhecida pelo seu tamanho potencial!

 

Parada,

és terra da lavoura, terra de festa, terra de história, terra de grandes pessoas, terra de grandes terras ... terás o valor que mereces.

Serás elevada, engrandecida, dada a conhecer, para que não morras nunca e para que possas deixar a tua marca nos corações daqueles que te virão a conhecer.

 

Parada, perpetuarás o teu legado!

 

publicado por paradadocoa às 17:20

Domingo, 09 de Setembro de 2007

 

 

Primeiro que tudo há que explicar a quem não sabe o que é um cruzeiro.

 

Muitas são as entradas obtidas para a palavra "cruzeiro" quando se pesquisa na internet. Contudo, o significado que vou desenvolver é aquele que se prende com "algo relacionado com uma cruz; com a forma de uma cruz; marco histórico religioso".

Assim sendo prosseguirei.

 

Se nos passearmos pelos caminhos, hortas, eiras, e todos os mais recantos da Parada, é certo que nos iremos deparar com imensos cruzeiros. Todos eles diferentes. Todos eles carregados com um enorme simbolismo, envergam pois, a marca daquilo que constitui a base da evolução: o tempo.

 

Comecemos a nossa viagem mesmo à entrada da aldeia.

 

  • No caminho para lá da estrada que nos leva à aldeia, bem antes do campo de futebol, encontramos então o seguinte cruzeiro:

 

 

 

Como podemos observar, a palavra cruzeiro é perfeitamente designatória deste pequeno mas maciço monumento. Todo ele construído em pedra bruta, eleva sem qualquer sombra de dúvida, as capacidades construtivas do homem da antiguidade.  Após uma breve análise, conclui-se que provavelmente será datado de 1774. Contudo, é fácilmente perceptível que este marco histórico apresenta duas partes distintas. É por isso que se crê que a parte onde a cruz assenta seja de uma construção posterior àquela que a mesma sustenta.

Depois de várias inquirições e pesquisas concluiu-se também que o motivo da construção destes peculiares monumentos é de ordem religiosa. Regra geral, para lembrar os seus ente queridos falecidos, para além do culto que lhes prestavam nos cemitérios, eram construídos cruzeiros à entrada das terras de cultivo, para as famílias se sentirem protegidas e acompanhadas pela recordação daqueles que tanto amavam.

 

  • Prossigamos agora com a viagem rumo à aldeia em si. Atentemos no local designado por "Eiras".

 

  

 

 

Como é de fácil percepção este cruzeiro já enverga marcas da passagem do tempo. Uma "ruga de expressão" trespassa a pedra que vai verdejando graças à presença de ervas parasitas que ali encontraram um bom local para a procriação da sua espécie, deixando assim o monumento a precisar de uma boa "lavagem facial" para restaurar a sua imponência. Apesar de na actualidade se mostrar degradado, datando de 1861 (ao que parece), na altura da sua construção muito o devem ter preservado pois não evidencia o total abandono que tantos outros espelham a olho nu.

O motivo da sua construção é semelhante ao dos outros: perpetuar a essência daqueles que já partiram. Dotado de uma peculiar localização, este cruzeiro encontra-se de costas para a povoação, estando voltado de frente para a Igreja e para o cemitério, como que a zelar por todos aqueles que lá encontraram a sua morada eterna.

 

 

  • Prossigamos agora para as terras de cultivo. É nos caminhos que nos levam às hortas que encontramos imponentes e magníficos cruzeiros dotados de grande beleza.

 

  1. A Cruzinha Milha D'Oiro

 

 

 

 

Este é um dos mais fantásticos e mediáticos cruzeiros que a Parada possui.

Á primeira vista, não passa de uma simples cruz que figura no meio dos campos cultivados dos agricultores. Porém, desengane-se quem pensar que a tão famosa cruz é simplesmente apenas "mais uma". De certo terá a sua lenda mas até agora vai permanecendo no "silêncio dos deuses". Todavia, com ou sem lenda, a sua presença imponente faz-se sentir sempre que por lá se passa. Uma energia, uma vitalidade, um ambiente de misticismo envolverá todo aquele que por ela passe e perto dela pare para reflectir um pouco. De noite, diria até que o misticismo se torna aterrador para quem não conheça a zona.

 

 

       2. O Cruzeiro Lápide 

 

 

 

 

 

Este cruzeiro é o que mais difere na dinâmica arquitectónica quando comparado com os restantes.

Parece ter sido concebido a partir de uma lápide granítica de uma sepultura como o atesta a inscrição que nela figura, apesar de já bastante gasta.

Muitas são as perguntas que se colocam sobre este misterioso cruzeiro.

Seria a lápide de alguém importante? De algum aldeão mais abastado? Todas as hipóteses são verosímeis pois não existem comprovativos da verdadeira versão.

Porque será que decidiram tornar esta lápide um cruzeiro? Acreditariam na capacidade virtuosa e espiritual da pessoa falecida? Não se sabe...

 

      3. O Cruzeiro do Menino Jesus 

 

 

Este cruzeiro é dos que ostenta um maior trabalho esculpido na pedra. Minuciosamente delineado, podemos ver aquilo que se crê ser (o menino) Jesus pregado na cruz.

Após análise da pedra degradada pode concluir-se uma data (provavelmente errónea) deste marco. A data mais verosímil foi: 1806 mas também se podia ler algo parecido com 1862. Ou seja, a data da construção, ou da sua colocação no presente local permanece desconhecida.

Estando localizado de modo a ladear um caminho, quando paramos perto deste cruzeiro e contemplamos a cena cuja importância pertence ao clímax dos episódios bíblicos, uma sensação começa a percorrer todo o corpo. Qual seria a mensagem que este cruzeiro deveria passar às gerações futuras? Um bom tema para reflectir...

 

CURIOSIDADE:

 

- Diz-se que este cruzeiro tem a capacidade de facilitar a concretização de desejos. Todavia, quando formulamos intimamento o nosso desejo, para que este se cumpra, ou pelo menos se torne o mais próximo do real possível, devemos pôr nele toda a fé e crença n'Aquele que para nós olha preso na cruz. Afinal Jesus morreu na cruz para nos salvar e dar a vida... O Seu desejo foi podermos concretizar os nossos.

publicado por paradadocoa às 16:16

Quinta-feira, 06 de Setembro de 2007

  • Como é de fácil percepção, toda a informação que aqui vou depositando é filtrada e cuidada de modo a que possa ficar bastante acessivel e de leitura apelativa. Assim sendo, vou inovar e dar a conhecer a todos os que a isso se prestem um pouco da minha visão da Parada. Uma visão subjectiva é certo, mas que tenho todo o gosto em partilhar com os cibernautas.

 

 

Ode à Parada

 

 

Parada paradinha

Quieta e Calminha

Inspiradora e maravilhosa

De seus monumentos orgulhosa.

 

Os costumes são mantidos

Os animais também

Os trabalhadores do campo

Esforçam-se como ninguém.

 

A lavoura do campo

Com a qual subsistem

Parada sempre a andar

Muitos rumos nela existem.

 

Caminhos vários

Várias direcções a tomar

Nesta Parada pequena

Onde caminhos não vao faltar.

 

Desde a sua entrada

Até à povoação

A Parada vai devagarinho

Mostrando o seu coração.

 

Todos se vão juntando

Na missa, na capela

E todos conversando

Nesta terra que é tão bela.

 

Os moradores possuem

Uma juventude indiferida

E com as suas recordações

Tornam a Parada divertida.

 

Pára tudo! No entanto...

A negra morte vem espreitar

Para uma vida mais longa

Da Parada, enfim levar...

 

Mas a cultura não morre

Aliás, não há-de morrer

O espírito prevalece

Dentro de cada alma, cada ser.

 

Rejuvenescida na França

A Parada das cinzas emerge

Por detrás da reconstrução

Dentro de cada coração.

 

A vida surge de novo

Em cada criança daqui

As raízes são criadas

Bem dentro de ti.

 

Ficas a viver uma vida

Totalmente diferente

Uma pureza notória

Dentro desta nobre gente.

 

Mas nem tudo rosas são

E as intrigas aparecem

Quando menos se pensa, aí estão

E as más línguas prevalecem.

 

Situações escusadas

Que ninguém levaria a mal

Com mais três pontos contadas

É o escândalo distrital!

 

Mas a santa terrinha

Tem um gosto especial

Alivia a gentinha

De todo e qualquer mal.

 

Os jogos de futebol

E os matraquilhos também

São constantes por aqui

Nunca falta ninguém.

 

O desportivismo se segue

Se se quer prosseguir

Ganhar ou perder

E chorar de tanto rir.

 

Enquanto não se joga

À conversa se vai ficando

Até um assunto encontrar

Vamos todos opinando.

 

De dia, de noite

Sai tudo igual

De tarde ou à noitinha

Com um sabor especial.

 

Safari-Cola, Seven Up

Com groselha à mistura

Venham então provar

E de certo adorar!

 

Cerveja com groselha

É também um bom pecado

E é no café

Que se passa um bom bocado.

 

E tudo isto é essência

E tudo isto é especial

E tudo isto recordo

Pois tudo é essencial.

 

Agora me vou despedindo

Está pois na hora

Ao partir vou sorrindo

Voltarei sem demora.

 

À minha espera velhinha

E com muitos anos para viver

Muitas histórias aqui passei

Nunca as vou esquecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Daniela Maria Monteiro Mano Passada Ferreira

 

publicado por paradadocoa às 22:23

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2007

  • São muitos os vestígios espalhados pela Parada deixados pelos seus antigos habitantes.

De modo a perpetuarem a sua essência decidiram erguer imponentes monumentos, ou simples cruzeiros para que, as gerações vindoiras pudessem extrair deles algum ensinamento sobre as suas crenças e modos de vida.

 

De entre todas as marcas significativas da imponência humana nesta pequena e humilde aldeia, as mais exuberantes são sem dúvida a Capela e a Igreja. (A Torre da Capela)

 

Simbolos religiosos, tanto uma como a outra têm vindo a assistir ao gradual passar de anos, já envergando até algumas "rugas de expressão".

 

A religiosidade e a fé sempre foram uma constante da vida humana desde o momento em que o Homem começou a procurar motivos para determinadas acções fora da esfera da racionalidade.

Assim sendo, encontrou na espiritualidade várias respostas a perguntas que se mostravam demasiadamente complexas para o entendimento da mente humana.

Deste modo, como alcançaram uma plenitude de viver devido à ligação espiritual que adveio da fé cristã, decidiram construir imponentes monumentos como forma de agradecimento.

Contudo, não se pense que os motivos da construção de tais pilares históricos se prendem apenas com desejos cumpridos ou milagres realizados, pois é facto que o Homem sempre desejou perpetuar a sua passagem na terra. Por isso, também aqui o fez.                                               

 

(O campanário e a Igreja)

publicado por paradadocoa às 23:20

Terça-feira, 04 de Setembro de 2007

As Lendas da Parada


Muitas são as lendas que se tecem sobre a origem e nome desta terra. Entre elas, as mais coerentes e verosímeis, são as que podem ser corroboradas por alguns factos que efectivamente se constituem como provas verídicas.

  • Julga-se então, que outrora esta terra se chamava Aldeia de S. Domingos.

    Corria a época da monarquia, quando El-Rei decidiu que todas as aldeias bem abastadas deveriam pertencer directamente à sua pessoa. Deste modo, decidiu renomeá-las a fim de as poder identificar mais facilmente. E El-Rei assim procedeu. Substituiu então o antigo nome das aldeias pelo nome "Parada", como que a identificar um local onde o rei sabia que poderia "parar", pois havia muita riqueza e sustento a explorar. Ao analisar o país de lés a lés catalogou as diferentes "Paradas" através das localidades mais próximas. Assim, esta aldeia passou a adquirir o nome de Parada do Côa, devido à proximidade do Rio Côa e ao desejo de ostentação de El-Rei.

  • Outra lenda, talvez a mais contada de boca em boca, diz que o nome "Parada" proveio dos tempos que remontam às invasões francesas.
            Reza a lenda que a aldeia em questão era uma pequena terrinha de camponeses dedicados à sua profissão. Como a sua dedicação aos cultivos era a maior, as suas colheitas eram ricas e bastante diversificadas, pelo que, durante as alturas de comércio, abasteciam-se de algumas riquezas através da troca ou até mesmo da compra de objectos de valor.
            Por volta de 1810 deu-se a terceira invasão francesa e nada fazia prever a entrada das tropas de Napoleão por Almeida.  À medida que os franceses iam avançando por Portugal, preocupavam-se em devastar e pilhar tudo aquilo que se mostrasse valoroso. Deste modo, procuraram as terras que eram conhecidas por terem uma vasta produção e riqueza, que podia ou não provir directamente da terra. Ao passarem pelas aldeias circundantes da Parada, até à altura uma terra sem nome, ouviram dizer que os seus habitantes eram camponeses dedicados, mas, ao mesmo tempo, comerciantes abastados. Dinheiro e riqueza foi o mote, e os franceses avançaram sobre a pequena aldeia sem nome.
            Como nas pequenas terras as notícias correm depressa, todos os aldeões se reuniram e, através da entreajuda e cooperação, decidiram esconder todos os vestígios de riqueza, nomeadamente moedas de ouro, e outras peças do mesmo minério, naquilo que viria a ser a maior arca do tesouro da região: o barroco da Lapa Escura. Sem tempo a perder, deitaram tudo o que podiam para dentro daquele que é hoje, monumento figurante da paisagem granítica da Parada e seguiram para suas casas rezando para que os franceses viessem rápido e partissem ainda mais depressa.
            Os franceses chegam à aldeia sem nome e depressa a vasculham todos os recantos em busca de ouro e riqueza mas de nada lhes vale a busca pois nada encontram. Conversando entre si debatem a estranheza da situação, pois, supostamente a informação de que aquela terra era rica tinha vindo de uma fonte fidedigna. "Vamos então parar por aqui" - decidiram os oficiais. "Esperamos mais um dia para confirmarmos se não nos estão a enganar". E assim foi. Mais um dia esperaram e nada. Continuaram as buscas e nada indicava a existência de riqueza por aquelas zonas. Contudo, a sede de lucro era de tal forma exacerbada, que, para aflição dos aldeões, os franceses pernoitaram mais uma vez por lá.                 No dia seguinte, já cansados de serem tratados como meros camponeses, decidem partir depois de duas noites "parados" numa terra desprovida daquilo que mais lhes importava: riqueza.
            Assim que viram os franceses partir, todos correram em busca dos seus pertences deixados na arca geologicamente concebida. Mas, qual não foi o seu espanto quando se aperceberam que muitas das riquezas se tinham evadido no fundo tenebroso do barroco. Tristes partiram para suas casas com o pouco que conseguiram reaver pois tudo mais tinha sido "engolido".
            E foi assim que, devido à "parada" dos franceses, a terra de camponeses astutos e dedicados ganhou nome.
   
       
            Quanto ao "tesouro" diz-se que até hoje ainda por lá prevalece. Todavia, verdade ou mentira, até hoje nunca ninguém se atreveu a procurar...


publicado por paradadocoa às 14:06


Resenha Histórica



  • Como já foi dito, a Parada é uma freguesia do concelho de Almeida que pertence ao distrito da Guarda. Está situada na margem direita da ribeira de Noeime a uma altitude média de 800 metros, como o atesta o marco geodésico situado à entrada da localidade.

  • Recuam a épocas inmemoriais as origens das terras que formam esta freguesia, como o podem provar as sepulturas escavadas na rocha, existentes em pailobo (a sua aldeia anexa), e os lagares talhados na pedra, provavelmente dos tempos da romanização.
              Deste modo, pensa-se que o topónimo "Parada" estará relacionado com o local onde as caravanas dos romanos faziam "parada", no sentido de "local de descanso após um percurso íngreme ou acidentado".





Relativamente aos costumes religiosos dos habitantes desta aldeia muito se pode dizer. Sendo dotada de uma capela e de uma igreja de beleza inigualável, a Parada assiste silenciosa às celebrações religiosas a que todos se dedicam. Para além das habituais eucaristias dominicais, é rezado também o terço durante a semana.
            O seu orago desta paróquia é S. Domingos, celebrado anualmente.

          
      
       (Vista da entrada da Capela)

publicado por paradadocoa às 11:49


Sejam benvindos ao blog da Freguesia da Parada do Côa!

Neste pequeno espaço cibernético pretendemos dar a conhecer aquilo que é a essência desta bela e antiga terra. Assim sendo, nada melhor que começar por situá-la geográficamente.



A freguesia da Parada (ver na fig. o nº 21) situa-se no concelho de Almeida , distrito da Guarda. É uma pequena aldeia no meio de tantas outras que constituem o grande concelho de Almeida (como se pode ver pela imagem).



  • Se atentarmos na ocupação dos seus habitantes, verificaremos que o trabalho rural é predominante, sendo as pastagens vastas minuciosamente cuidadas por aqueles que delas fazem proveito.
  • Nesta zona não pode faltar a gastronomia típica da zona. O cheiro dos enchidos e dos queijos manufacturados pelas mãos de quem sabe o que faz, predominam acompanhados do delicioso aroma da Jeropiga da terra. Relativamente a marcos culturais e vestígios dos nossos antepassados, também a Parada enverga colossais construcções que enfatizam a passagem do tempo. Desde a Igreja Matriz ao campanário, passando pela Capela de Sto António, não esquecendo os frequentes cruzeiros, a Parada sacia a sede de cultura que os seus apreciadores possuem. Se pararem para beber na Fonte da Sra. dos Remédios depois de uma longa caminhada ao calvário, de certo ganharão de novo forças para visitar os maravilhosos marcos paisagísticos como são o
  •  Barroco da Abitureira,
  • Barroco do Guincho,
  • Barroco Pêra Gorda,
  • Barroco da Estaca,
  • Barroco da Mesinha e o tão famoso:
  • Barroco da Lapa Escura.
                                                                                                                              (Agregado de Barrocos)



publicado por paradadocoa às 10:12
sinto-me: Bem =)


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